Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa Luís

Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa nasceu a 15 de outubro de 1922 em Vila Meã, no município de Amarante. Aqui, passou a infância, rodeada pelos livros da biblioteca do avô e por um ambiente rural e paisagem que haveriam de marcar fortemente a sua obra.

Para Agustina, os livros eram uma verdadeira companhia tendo afirmando que “Quando aprendi a ler, no mundo fez-se luz e passei a compreender tudo.” “O Livro de Agustina” (2007). Tornou-se numa viciada pela leitura.

Publicou dezenas de livros ao longo da sua vida, tendo-se destacado em diferentes géneros literários, como romances, contos, peças teatrais, livros infantis, biografias romanceadas (de Santo António a Florbela Espanca) e crónicas.

Em 1948, aos 26 anos, estreou-se como romancista com a novela “Mundo Fechado” e, desde então, publicou mais de meia centena de obras. Com uma reconhecida e vasta carreira no mundo das Letras, participou em numerosos colóquios, encontros internacionais e conferências. Com o romance “A Sibila“, publicado em 1954, tornou-se numa das representantes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea.

Reconhecimento nacional e internacional

A vasta obra e a sua importância na literatura portuguesa contemporânea, valeu-lhe o reconhecimento nacional e internacional.

Entre 1961-1962, Agustina Bessa-Luís, foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori. Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro, no Porto. Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa, e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo aliás sido distinguida em 1980 com a Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1988 com a Medalha de Honra da Cidade do Porto e, em 1989 com o grau de “Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres”, atribuído pelo governo francês.

Foi distinguida com os prémios “Vergílio Ferreira 2004”, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o “Prémio Camões 2004“, o mais alto galardão das letras em português.

Agustina Bessa-Luís foi duas vezes distinguida com o Grande Prémio de Romance e Novela pela Associação Portuguesa de Escritores.

Obras adaptadas ao cinema

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, contemporâneo e amigo pessoal de Agustina Bessa-Luís.

Fanny Owen (“Francisca”), Vale Abraão, As Terras do Risco (“O Convento”) e O Princípio da Incerteza (“O Princípio da Incerteza – Jóia de Família”) são alguns títulos. Esta última obra, valeu-lhe, em 2001, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

“Penso que tenho a escrita como um dom que tenho o dever de valorizar e cultivar da melhor maneira que consigo. Procuro explorar esse dom, de uma forma constante e renovada sempre com o mesmo empenhamento.” Entrevista à Ensino Magazine Online (setembro de 2001)

A autora estava afastada da vida pública há vários anos por motivos de doença. Faleceu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos, na cidade do Porto.

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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