Aumento do salário mínimo acompanhado pela criação de emprego

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Entre 2014 e 2018, o aumento do salário mínimo acompanhou a criação de cerca de 400 mil empregos. Durante este período, a taxa de desemprego caiu dos 13,9% para os 7%.

São dados do novo Caderno do Observatório sobre Crises Alternativas, da Universidade de Coimbra. Segundo o documento, “a definição do salário mínimo foi o mais emblemático recurso utilizado pelo Governo português para intervir nas relações laborais nos anos de recuperação económica.”

O salário mínimo nacional fixava-se em 485 euros em setembro de 2014, encontrando-se em janeiro de 2019, nos 600 euros. De acordo com o estudo “Quando a decisão pública molda o mercado: a relevância do salário mínimo em tempos de estagnação salarial”, o aumento do salário mínimo não foi, contudo, acompanhado por subidas equivalentes nos salários médios.

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Variações no salário mínimo e alterações nos salários médios

Apesar dos aumentos do salário mínimo, o salário médio dos agregados familiares registou uma evolução mais lenta, sobretudo durante estes anos de recuperação económica.

Com a subida dos salários médios mais lenta do que a evolução do salário mínimo, o número de trabalhadores a receber esta última compensação, passou de 12% no final de 2013, para 22,1% no final de 2018.

A nível de atividades, podem-se assinalar diferenças claras. Setores como alojamento e restauração, a apresentarem percentagem acima dos 30% em 2017, enquanto setores como as atividades de informação e comunicação, atividades financeiras e de seguros a registarem percentagens abaixo de 10%.

A conclusão deste documento da Universidade de Coimbra determina que “a recuperação da economia portuguesa evidencia três características definidoras: uma reduzida elasticidade entre salários nominais e reais e o crescimento económico; um crescimento pronunciado do salário mínimo a um ritmo largamente superior ao aumento dos salários médios nominais e um padrão heterogéneo da proporção de trabalhadores a receber o salário mínimo em diferentes setores”.

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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