Trabalho: fazer o que se ama ou amar o que se faz?

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Em Portugal, cerca de 50% da população encontra-se no ativo. Será que todas estas pessoas estão no trabalho que sempre sonharam? Será que seguiram a sua paixão? Todos nós conhecemos as profissões que a maioria das crianças quer ter “quando for grande”: bombeiros, polícias, médicos, jogadores de futebol, etc. Mas são poucos os que realmente se tornam aquilo que outrora sonharam. Porquê? Porque os nossos interesses, os nossos gostos, a nossa vida muda. E não há mal nenhum nisso!

“A única maneira de fazer um bom trabalho é amar o que faz. Se ainda não encontrou, continue à procura. Não se acomode. Assim como no amor, saberá quando o tiver encontrado.”

(PT) – Steve Jobs’ 2005 Stanford Commencement Address

“A mudança é uma constante da vida”, o que gostamos de fazer hoje, pode não ser aquilo que nos realiza e completa daqui a 3 meses. E não há mal nenhum disso. Se ainda não descobriu a sua paixão não desespere. Arranje um trabalho que o motive a sair de casa. Faça alguma coisa que considere útil e quem sabe, sem querer, descobre qual é a sua verdadeira paixão?!

“Há, nos dias de hoje, uma exacerbada pressão para se descobrir e bem cedo o que se gosta, a paixão a seguir.”

Há nos dias de hoje uma exacerbada pressão para se descobrir e bem cedo o que se gosta, a paixão a seguir. Ter plena consciência do emprego que queremos ter e estar presente no mercado de trabalho. Carregados de certezas sobre a carreira que pretendemos seguir. Mas se pudéssemos experimentar outras profissões não teríamos mais benefícios? Não seria essa uma escolha mais fundamentada? E se fossemos surpreendidos pela nossa “paixão”? E se em vez de “seguirmos a nossa paixão, a paixão nos seguisse a nós”?

Fazer o que se gosta, baseado nos nossos interesses e feelings: Vantagem ou Desvantagem?

Fazer o que se gosta, baseado nos nossos interesses e feelings pode ser uma vantagem, mas não é condição “sine qua non”, para se conseguir ter sucesso a nível profissional. E porquê? Porque os nossos interesses mudam… Quem o diz é  Benjamin Todd. O jovem fundador do projeto 80000hours.org defende que tem mais hipóteses de sucesso quem não segue a sua paixão do que o oposto.

Benjamin Todd | TedX Youth: “To find work you love, don´t follow your passion!”

Numa apresentação feita no TedX Youth intitulada: “To find work you love, don´t follow your passion!”, este jovem empreendedor recorre à pesquisa e aos factos para justificar afirmações como: “ se seguir a sua paixão, vai falhar!” Uma intervenção interessante e à qual pode assistir aqui 🙂 .

Benjamin Todd não se encontra sozinho nos argumentos apresentados. Terri Trespicio, que para além de outras coisas, ajuda as pessoas a “comunicar a sua imagem” (personal branding) conta com um percurso profissional muito heterogéneo e usa toda a experiência ganha ao longo do tempo para ajudar pessoas a encontrar e a trabalhar o seu potencial.

Terri Trespicio| TEDxKC: “Stop searching for you passion!”

Terri Trespicio pede para “pararmos de procurar a nossa paixão.” E porquê? Porque segundo a autora, as paixões (assim como os interesses) mudam ao longo do tempo. Terri vai mais longe e argumenta que: “Pode perder um grande amor (…)  enquanto tenta encontrar “o/a tal”.  

Se está à procura de um novo emprego, mas não sabe qual é a sua paixão, não tem mal. Quer mudar de área, mas não sabe para qual? Relaxe e pense em algo que possa ser útil aos outros. Algo que tem competência para fazer e que lhe dê um motivo para se levantar de manhã. Algo que o faça ganhar um ordenado ao fim do mês. Não se assuste, não fique bloqueado e faça algo. O emprego que arranjar agora não tem que ser para a vida toda! O importante é não ficar parado, manter-se ativo e quem sabe se este novo cargo, esta nova função não o surpreende e passa a ser a sua nova paixão!

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