Ghosting ou “fantasmas” no mundo do trabalho: o que é?

ghosting no mundo do trabalho

É provável que já tenhas ouvido falar no termo ghosting. Apesar de ter sido “identificado” a nível das relações pessoais, este tipo de interação surge agora noutras áreas. Incluindo o mundo do trabalho. Sabe mais.

Duas pessoas conhecem-se e estabelecem contacto via redes sociais, mensagens privadas, telefonemas, mensagens de texto, entre muitos outros tipos de comunicação. Podem-se conhecer pessoalmente, interagir, mas grande parte do contacto interpessoal é feito de forma digital. Ou pelo menos, o impacto deste tipo de comunicação é o maior.

Subitamente, e sem razão aparente, uma das partes deixa de comunicar com a outra. Não atende telefonemas, não responde a mensagens, etc. De repente, parece que a pessoa desaparece do mapa. É como se tornasse num fantasma, alguém evasivo, que evita completamente o contacto. Daqui surge o termo ghosting.

Imagina agora este tipo de comunicação no mundo do trabalho, especialmente a nível do recrutamento.

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O fenómeno do ghosting no mundo do trabalho

Durante décadas, e sobretudo em períodos de altas taxas de desemprego e grande procura, os recursos humanos das empresas tornaram o ghosting em algo bastante popular.

Durante as várias fases de recrutamento, fosse por falta de tempo, falta de interesse, ou excesso de candidaturas, os recrutadores deixavam de contactar candidatos a vagas de emprego.

Infelizmente, a maioria dessas falhas de contacto surgiam porque as empresas não tinham grande preocupação ou cuidado em dar feedback a quem fosse rejeitado, ou a quem apenas se tinha candidatado.

Atualmente, os processos parecem ter-se invertido. Pelo menos nos EUA, e cada vez mais na Europa, tem-se verificado uma tendência para serem os candidatos a fazer ghosting às empresas. Ou seja, a deixarem de responder a e-mails, ofertas e atender telefonemas.

Estão de facto a ignorar empresas para as quais se candidataram em primeiro lugar, e em alguns casos, para as quais já foram mesmo entrevistados. Porque é que isto está a acontecer?

As consequências do ghosting no mundo do trabalho

A melhoria das condições de empregabilidade, o reforço das equipas de trabalho, a melhoria da economia no geral, podem estar na base da explicação deste fenómeno. Se o excesso de candidaturas a vagas de emprego tinha este efeito nos departamentos de recursos humanos; são as várias propostas à mesma pessoa, que estão na origem dos candidatos “fantasma”.

Por esta e outras razões, é também importante admitir que um recrutamento linear é cada vez mais raro. Ou seja, o simples processo de candidatura – contacto – entrevista – contrato, já não é tão simples. A fase de negociação é fundamental, e um respeito de parte a parte é tão valorizado por uns, como por outros.

É uma faca de dois gumes. No fundo, as empresas que agora se queixam do ghosting, estão a provar do mesmo remédio que faziam passar aos seus candidatos e potenciais interessados.

Contudo, ser um “fantasma” no mundo do trabalho, não é, nem deve ser, motivo de orgulho. Tanto as empresas como os candidatos têm de ser mais profissionais neste sentido, e encarar os processos de recrutamento com frontalidade e clareza. Comunicação aberta e clara, transparência e honestidade, são valores essenciais.

O ghosting não pode ser o método preferencial de lidar com tarefas menos agradáveis. Já passaste por uma situação semelhante, por parte de uma empresa? Ou já estiveste envolvido, enquanto colaborador, neste tipo de ação? Conta-nos tudo.

Guia Jobinice: Histórias de Sucesso

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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