Greta Thunberg

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É difícil ficar indiferente a Greta Thunberg, a jovem sueca criadora do movimento “School Strike for Climate”. Desde novembro de 2018, Greta falta à escola, todas as sexta-feiras, em protesto pela falta de ação política e social no combate às alterações climáticas.

Com apenas 16 anos (nasceu em janeiro de 2003), Greta Thunberg, é já uma das ativistas mais reconhecidas do século XXI. Natural de Estocolmo, com família ligada às artes, Greta começou um protesto solitário, que atualmente move milhões de pessoas.

É importante destacar que Greta Thunberg, apesar de uma vida curta, está a deixar a sua marca. A jovem, diagnosticada com síndrome de Asperger, encontra nesta luta pelo clima, uma ocupação que sente como sua obrigação.

Tudo começou em agosto de 2018 quando, de forma solitária, Greta começou a protestar em frente ao parlamento sueco. Decidiu começar a “Skolstrejk för klimatet”, a greve à escola em nome do clima. Este protesto daria origem, 3 meses mais tarde, ao já formalizado movimento internacional, “School Strike for Climate”.

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A inspiração de Greta Thunberg

Com 11 anos, ao estudar o efeito das alterações climáticas, Greta sofreu um grave episódio de depressão. Ela própria já assumiu em entrevistas que o medo pelo futuro a bloqueava. A obsessão pelo que iria acontecer ao planeta, tomava conta do seu dia-a-dia.

Ainda assim, encontrou inspiração nos jovens sobreviventes ao tiroteio de uma escola na Florida, em 2018 e nos seus protestos e marchas, para organizar uma greve escolar. Passou da inércia à ação e recorreu às redes sociais para enviar pedidos a políticos no sentido de tomar medidas e ações para reduzir os efeitos das alterações climáticas.

O diagnóstico de Asperger também teve um papel importante nesta fase da sua vida. Finalmente a sua forma de ver o mundo fazia sentido. A visão de Greta rapidamente influenciou toda a família: não comem carne, não viajam de avião e instalaram painéis solares em casa.

Apesar de não gostarem que Greta falta às aulas, os pais admitem que a teimosia da filha é algo louvável. Além do ativismo ambiental, faz os possíveis para também falar de temas como a depressão, ansiedade e saúde mental. Para a jovem, ser diferente não é um problema. A imprensa e as redes sociais dão-lhe um público vasto e interessado.

Discursos e reconhecimento

Greta tem viajado pela Europa (de comboio), para fazer vários discursos. Até à data, os mais memoráveis foram no Parlamento britânico e no Parlamento Europeu. O discurso de Greta não é leve. A jovem quer que as gerações mais velhas assumam a responsabilidade pelas suas ações.

Sei que muitos de vós não nos quer ouvir porque dizem que somos apenas crianças. Muitos acham que estamos a perder tempo valioso de aulas, mas garanto-vos que voltaremos à escola assim que começarem a dar ouvidos à ciência e nos derem um futuro. É pedir muito?

Além dos milhões de jovens que participam no protesto com Greta Thunberg, já teve o apoio de políticas, investigadores da área e de entidades como António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Já se encontrou com o Papa Francisco, que apoia a sua luta.

Nos últimos meses, Greta foi capa da revista Time, e foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz. Estes são os exemplos mais notórios, no meio de inúmeros reconhecimentos e louvores. As manifestações mundiais que mobilizou em março e maio, tiveram quase 2 milhões de participantes.

Mas Greta tem uma preocupação e vai continuar a faltar à escola, enquanto não se tomarem medidas mais urgentes e notórias, num esforço colossal para nos salvar a todos. Que continue a ser uma motivação.

 

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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