Jacinda Ardern

Jacinda Ardern

Jacinda Ardern é a atual primeira-ministra da Nova Zelândia e uma das líderes mais jovens do mundo. A sua meteórica ascensão até ganhou nome próprio: Jacindamania.

Nascida em Hamilton, a 30 de julho de 1980, Jacinda Ardern é a atual primeira-ministra num dos países que menos mulheres teve a chefiar o executivo – contando com ela, foram apenas três – e é uma das líderes mais jovens da Nova Zelândia e do mundo.

Com 38 anos, é três anos mais jovem do que Macron e cimenta o seu lugar como a líder mais jovem do mundo. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade de Waikato, com especialidade em relações públicas, Ardern assume-se como progressista de esquerda e começou a revelar o seu carisma desde cedo.

A sua ascensão relativamente rápida e a sua facilidade em chegar a acordos com outras figuras políticas fez nascer um fenómeno conhecido como “Jacindamania”.

Jacinda Ardern: A líder mais jovem do mundo

Depois de se formar na Universidade de Waikato, em 2001, Ardern começou a sua carreira política no gabinete da Primeira-Ministra Helen Clark, onde trabalhou como assessora. Mais tarde, trabalhou no Reino Unido, desta vez como assessora do Primeiro-Ministro Tony Blair e, em 2008, foi eleita Presidente da União Internacional da Juventude Socialista.

Chegou ao Parlamento neozelandês no mesmo ano, através de lista partidária. Contudo, só foi nomeada para o cargo de primeira-ministra em Setembro de 2017, poucas semanas depois de ser eleita líder dos trabalhistas – a mais nova de sempre e a segunda mulher a ocupar o cargo.

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Assim que chegou ao poder, Jacinda estabeleceu como prioridades da sua governação o combate às alterações climáticas e à desigualdade de género.

Descrevendo-se como ideologicamente social-democrata e progressista, a primeira-ministra ambiciona ainda acabar com a pobreza infantil, tornar o ensino superior grátis, descriminalizar o aborto e diminuir a imigração.

Como medida de compromisso, e acedendo à vontade do parceiro de coligação, anunciou também a intenção de suspender a venda de casas a estrangeiros. Apesar disso, Ardern sempre adotou uma postura de aceitação de imigrantes – contrastando com a de outros líderes mundiais, como Donald Trump.

A reputação progressista não se fica pelas questões de imigração. A primeira-ministra também apoia os direitos LGBT e é a favor da descriminalização da cannabis.

Maternidade

Apesar da polémica ao redor da incompatibilidade da maternidade com o cargo de primeira-ministra, líder partidária e deputada, para Jacinda esta não foi uma questão preocupante. Ardern foi a primeira líder mundial, em quase 30 anos, a engravidar e dar à luz enquanto estava no poder.

Quando anunciou que iria ser mãe, em 2018, esclareceu de imediato que iria ser “primeira-ministra e mãe” e que seria o seu namorado, Clarke Gayford, apresentador de televisão, quem ficaria em casa com o bebé.

Também fez história quando decidiu levar a filha Neve a uma reunião da assembleia geral da ONU. Isto aconteceu a setembro de 2018, pouco depois do nascimento da filha, tendo sido a primeira líder a levar uma criança para a sede das Nações Unidas. As imagens de mãe e filha percorreram o mundo.

Em declarações à CNN depois da sua intervenção na reunião, Ardern admitiu que queria “normalizar” a ideia de que há mães trabalhadoras e descreveu a Nova Zelândia como sendo “incrivelmente progressiva”.

A história de vida de Jacinda Ardern é, sem dúvida, um exemplo de uma bela história de sucesso!

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Sara Gonçalves

Comunicadora por natureza, tem três grandes paixões: as pessoas, a escrita e a música. Motivada pela ânsia de aprender sempre mais, é uma pessoa de desafios e acredita muito no lado bom da vida.

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