Júlia Pinheiro

Julia Pinheiro

Jornalista, escritora e apresentadora de sucesso, Júlia Pinheiro já passou pelos três canais generalistas portugueses. É a nossa história de sucesso desta semana.

Júlia Eduarda Santos Afonso Martins Pinheiro Pêgo tem uma carreira quase tão longa como o seu nome, e igualmente impressionante. Nasceu em Lisboa, a 6 de outubro de 1962, mas cresceu em Almada.

Apesar de ter estudado Línguas e Literaturas Modernas, o fascínio pelo trabalho dos jornalistas, acabaria por inspirá-la a seguir uma carreira na comunicação. Mais tarde, viria a completar os estudos com uma pós-graduação em Comunicação Social.

A carreira de Júlia Pinheiro começou aos 19 anos, em televisão (RTP) e rádio, como estagiária da RDP, onde conheceu Emídio Rangel, que acabaria por acompanhá-la, mais tarde, nas aventuras televisivas.

Passou depois pela Rádio Renascença e integrou a equipa fundadora da revista Máxima. Contudo, o pequeno ecrã começou a chamar a atenção da mulher a quem atribuímos programas verdadeiramente icónicos.

Júlia Pinheiro: do jornalismo à apresentação

Júlia nunca escondeu o contributo que a rádio teve na sua formação profissional e até na vida pessoal, visto ter sido ali que conheceu aquele que viria a ser o seu marido, o atual diretor da RDP, Rui Pêgo.

Apesar de o público a reconhecer sobretudo de programas de entretenimento, Júlia foi também jornalista e repórter. Quando surge a SIC, em 1992, apresenta o programa Praça Pública, focado em temas informativos do quotidiano da sociedade portuguesa.

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Seguiu-se depois A Noite da Má Língua, um programa de discusão, comentário e sátira, que ficou na história da televisão portuguesa. Júlia Pinheiro moderava uma mesa de comentadores, que incluía Rui Zink, Manuel Serrão, Miguel Esteves Cardoso e Rita Blanco, entre outros. Os temas e as conversas geravam polémica, controvérsia e muita discussão, após as emissões.

O sucesso do programa foi notório, e Júlia começou a trabalhar mais e mais como apresentadora. Foram surgindo outros conteúdos, uns diurnos, outros noturnos, dentro dos quais se devem destacar: Noites Marcianas e SIC 10 horas.

Em 2002, Júlia Pinheiro acompanhou Emídio Rangel para a RTP, onde firmou o seu sucesso como apresentadora de formatos de entretenimento. É também nesta altura que sai o seu primeiro livro. Em 2003/2004 vai para a TVI, confirmando passagem por todos os canais generalistas nacionais.

Um camaleão na comunicação

No canal de Queluz assume também o cargo de subdiretora de programação. Júlia Pinheiro tem uma vasta experiência na apresentação de todos os géneros de programas: debates, concursos, reality shows, talk shows… Prova da sua versatilidade, talento e empatia para com o público, colegas e convidados.

Sempre esteve à frente de programas mediáticos, alguns mais ou menos polémicos, mas igualmente marcantes. As raízes do jornalismo não a abandonam, nas mais variadas entrevistas e especiais que conduz ao longo dos anos.

Em 2011, regressa à SIC, onde volta a passar por vários formatos. Atualmente podemos vê-la a apresentar os programa da tarde, que recebeu o seu nome. Lançou mais dois livros, assumiu a direção dos canais SIC Mulher e SIC Caras, e tornou-se atriz, mais recentemente com a peça Monólogos da Vagina.

Um verdadeiro camaleão da comunicação, que um dia quis ser arqueóloga e que devora livros nos tempos livres. Pela rica e variada carreira, assim como pela capacidade de se reinventar e comunicar com o público, Júlia Pinheiro é uma história de sucesso!

Acho que me olham como alguém com uma posição de liderança. Sou aquilo a que se chama uma mulher forte. Tenho sentido de humor, capacidade de desconcertar, uma língua afiada.

in Sapo 

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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