Nelson Mandela

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Na semana em que Nelson Mandela comemoraria 101 anos de idade, história de sucesso parece um termo demasiado redutor para a vida de um dos líderes mais carismáticos de sempre.

De uma família de nobreza tribal, Ralihlahla Dalibhunga Mandela, nasceu a 18 de julho de 1918, na vila de Mvezo, atual província sul-africana de Cabo Leste. Comemoraria este ano o seu 101.º aniversário.

A vida do homem que conhecemos como Nelson Mandela, ou Madiba, foi sempre marcada por perspetivas de liderança e grandeza. O pai era chefe do povo Thembu, do clã dos Madiba (de onde vem o famoso apelido). O nome Nelson foi herdado do almirante britânico, Horatio Nelson, conhecido pelas Guerras Napoleónicas. Na escola primária que Mandela frequentou, era costume dar nomes ingleses às crianças. A professora considerou que era a melhor escolha.

Com a morte do pai, a sua educação passa a estar ao cuidado do tio, também ele um chefe tribal. Acabaria por ingressar na faculdade de Direito de Port Elizabeth. Logo aí começar a luta com a injustiça do apartheid, o regime sul-africano que segregou negros, negando à população negra sul-africana, direitos políticos, económicos e sociais.

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Nelson Mandela: o crescimento de um líder

Mandela foi líder de um movimento estudantil contra segregacionistas, algo que lhe valeu a expulsão da faculdade que frequentava para Joanesburgo, onde viria a concluir os estudos. Ingressou no Congresso Nacional Africano, aos 24 anos.

O percurso de luta contra a injustiça vivida na África do Sul fica ainda mais marcada nesta fase. Depois da vitória do Partido Nacional (os afrikaners, defensores da segregação racial), a luta de Mandela é ainda mais ativa. É por esta altura que escreve a Carta da Liberdade, documento guia do programa político fundamental para a causa anti-apartheid. O documento foi aprovado em congresso.

Mas política sul-africana vinha a ficar cada vez mais marcada pela violência, e Nelson Mandela teria um papel de líder militar do comando armado do CNA, o movimento MK. Isto começou a valer-lhe mais atenção, mas também mais perseguição policial.

É em 1964 que é preso, e condenado a prisão perpétua, por sabotagem e conspiração. Durante 27 anos, Madiba esteve preso na lendária cela 46664. Durante estes longos anos, tornou-se símbolo universal da luta contra o apartheid, e não só. Um símbolo de sacrifício e resiliência, por ter recusado revisão de pena e liberdade condicional, em troca de não incentivar a luta armada.

Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitas para viverem como irmãos.

A pressão internacional e campanha do CNA acabariam por conseguir a sua libertação em fevereiro de 1990. Aos 72 anos anos, Nelson Mandela sai da prisão.

O fim do apartheid e as causas humanitárias de Madiba

Em Julho de 1991 Mandela é eleito presidente do CNA, tornando-se em Maio de 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul. Durante o mandato de 5 anos, Madiba lidera a transição do regime de minoria, consolidando o respeito internacional pela sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Mandela deixa a presidência com 81 anos, dedicando-se a causas sociais e humanitárias, nomeadamente à recolha de fundos com o HIV. Dedicou-se à família e aos netos. No total foi casado três vezes. Primeiro com Evelyn Mase, depois com Winnie Madikizela, também companheira de luta durante 38 anos. Por fim, esteve casado com Graça Machel, viúva do líder moçambicano Samora Machel, com quem esteve até falecer.

Recebeu inúmeras condecorações e definiu o papel da África do Sul no panorama política internacional. Este verdadeiro símbolo de luta pelos direitos humanos recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1993. Desde 2010, que o dia 18 de julho é o Dia Internacional Nelson Mandela, instituído pela ONU.

Madiba faleceu a 5 de dezembro de 2013, mas o impacto que deixou no seu país, no continente africano, e no Mundo, perdura.

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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