Polícias em protesto viram costas ao Parlamento

protesto

Milhares de agentes PSP e militares da GNR manifestaram-se esta quinta-feira em Lisboa, exigindo aumentos salariais e o cumprimento de uma série de promessas feitas pelo Governo de António Costa na anterior legislatura.

A manifestação de profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) chegou às escadarias do parlamento pouco antes das 16h, após um cortejo pacífico desde o Marquês de Pombal, com cerca de três mil pessoas.

O desfile, que percorreu as ruas Braancamp, Alexandre Herculano, Largo do Rato e São Bento, dirigido por uma tarja branca com os dizeres “exigimos respeito”, chegou à Assembleia da República perante um forte aparato policial do Corpo de Intervenção da PSP e por autênticas barreiras metálicas reforçadas com blocos de betão.

A grande maioria dos protestantes envergava t-shirts do Movimento Zero e no todo foram gritadas palavras de ordem como “Cabrita, escuta, os polícias estão em luta”, “Corruptos, Corruptos”, sendo visíveis também várias bandeiras de Portugal.

Razões que levaram ao protesto

Nas reivindicações que motivaram o protesto, os polícias exigiram que o Governo cumpra promessas antigas e reclamaram a atualização salarial, o pagamento do subsídio de risco, e ainda mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Os polícias e militares denunciaram também os comandantes. Garantem que estes não sabem gerir os recursos humanos de que dispõem e afirmam que os cargos de diretores nacionais são nomeações do governo para poder manipular a PSP, e que servem, em muitos casos, como rampa de lançamento para outros cargos.

Contudo, o que fizeram esta quinta-feira não chegou, pelo menos, para que o governo cedesse de imediato às reivindicações.

Trabalhadores defendem um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Em conferência de imprensa, ao início da noite, o ministro da Administração Interna salientou “o sindicalismo responsável” que viu na manifestação, lembrou as medidas que o governo pôs em vigor nos últimos anos, como o desbloqueamento das carreiras e a lei de programação de investimentos, mas foi pouco concreto relativamente às reivindicações concretas da manifestação, mantendo apenas a promessa de empenho no diálogo.

Num comunicado divulgado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as forças de segurança prometem uma nova manifestação para dia 21 de janeiro, caso as reivindicações não sejam atendidas até lá.

Outras notícias

 

Sara Gonçalves

Comunicadora por natureza, tem três grandes paixões: as pessoas, a escrita e a música. Motivada pela ânsia de aprender sempre mais, é uma pessoa de desafios e acredita muito no lado bom da vida.

Este artigo foi útil? Partilha com os teus amigos