Mais de 75% dos portugueses querem mudar de emprego

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Salários e perspetivas de progressão de carreira estão entre as principais razões para mudar de emprego. Mas apenas 35% dos trabalhadores quer sair do país.

78% dos trabalhadores portugueses estão à procura de um novo trabalho, revela o guia do mercado laboral 2020, divulgado na segunda-feira pela consultora Hays. Os inquiridos justificam a procura de emprego com questões salariais e pelas perspetivas de progressão de carreira.  Mas apenas 35% dos empregados admite procurar emprego no estrangeiro, o número mais baixo desde 2010.

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Desde 2014 que não havia tantos portugueses a quererem mudar de emprego. Como justificações para a transição de carreira, os profissionais apontam as questões salariais, com 59%, logo de seguida surgem as perspetivas de progressão da carreira e a procura de projetos mais interessantes, ambas com uma percentagem de 48%.

Os profissionais da área de retalho (87%) são os que mais procuram uma mudança de carreira. Seguidamente, surgem os funcionários afetos à engenharia (82%), apoio ao escritório (81%) e contabilidade e finanças (80%).

O estudo revela ainda como trabalhadores e empresas parecem pensar de forma diferentes. O salário é um fator valorizado por 86% dos profissionais, enquanto apenas 27% das empresas consideram isso como um ponto forte no processo de recrutamento.

Mudar de emprego: Perspetivas para 2020

Para 2020, prevê-se que 82% das empresas estejam à procura de novos profissionais, uma percentagem praticamente inalterada face aos últimos anos. Os empregadores procuram sobretudo comerciais e profissionais de tecnologias da informação (30%), engenheiros (22%), profissionais de marketing e comunicação (14%), logística e supply chain (13%) e financeiros (12%).

Entre as competências mais valorizadas pelos empregadores estão a capacidade de trabalho em equipa (segundo 56% dos inquiridos), competências técnicas (55%), ética/valores (54%), proatividade (53%) e capacidade de trabalho (48%).

Em sentido contrário, a experiência internacional, a rede de contactos e a diplomacia são os três fatores menos valorizados pelos empregadores.

Emigração em baixa

O estudo revela também que a percentagem de portugueses com vontade de trabalhar fora do país está no nível mais baixo desde 2010, com uma percentagem de apenas 35%. Espanha, Reino Unido, Suíça, Alemanha e Holanda são os países mais desejados.

Os profissionais que mais querem sair de Portugal estão nas áreas do retalho (metade das respostas), da banca e seguros (44%), ciências da vida (40%) e turismo e lazer (40%).

85% dos inquiridos que estão fora de Portugal pretendem regressar, e destes, 57% ambicionam fazê-lo nos próximos dois anos.

Os trabalhadores que não pretendem voltar a Portugal culpam sobretudo os valores salariais inferiores (97% dos inquiridos) e as menores perspetivas de evolução de carreira (82%).

O guia do mercado laboral da consultora Hays foi realizado a partir um inquérito a 3250 trabalhadores e mais de 790 empregadores.

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Sara Gonçalves

Comunicadora por natureza, tem três grandes paixões: as pessoas, a escrita e a música. Motivada pela ânsia de aprender sempre mais, é uma pessoa de desafios e acredita muito no lado bom da vida.

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