Talento ou competências: o que valorizar?

talento ou competências

O que valorizar num candidato: talento ou competências? Esta é uma questão com que todos os departamentos de recursos humanos se deparam.

O mercado laboral, especialmente nos recursos humanos, está a deparar-se com várias mudanças de paradigma. Não só nas técnicas de recrutamento e de entrevista, como numa clara e necessária adaptação ao mercado de ofertas.

A competitividade do mundo empresarial reflete o que já se passa, com regularidade, no mundo académico: a sufocante preocupação com as competências. Será este o método mais vantajoso a médio e longo prazo? Não terá o talento uma palavra importante na hora da seleção?

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Talento ou competências: o que é mais importante?

Antes de qualquer tipo de análise é importante clarificar o que é uma competência e o que é o talento. Vamos considerar que competência é algo aprendido, retido e praticado: línguas estrangeiras, competências informáticas… Talento é algo inato, que normalmente não pode ser ensinado.

Talentos revelam padrões de pensamento e comportamento, que não precisam de técnicas externas para serem aperfeiçoados. A escolha da forma de uso dos talentos é que difere de pessoa para pessoa. Deixar-se levar passivamente, sem decisões, é algo dependente da parte emocional de cada um.

Como pode um recrutador fazer uma correta avaliação entre talento ou competência? O ideal será encontrar um equilíbrio entre os dois.

A competitividade quase feroz do mercado de trabalho, apela ao desenvolvimento e reforço de competências. Contudo, vale a pena pensar que o futuro também se constrói a partir dos talentos de cada um. Um projeto tem de pensar que a médio/longo prazo, o talento pesa bastante, devido a fatores tão simples, como o gosto real pela área de atuação, o talento para negociar, para comunicar, etc.

Ainda assim, as competências não deixam de ser resultado de uma espécie de treino dado aos talentos inatos de cada um. Numa altura cada vez mais marcada por uma tendência para a automatização dos processos e por um papel preponderante da inteligência artificial no recrutamento, é essencial não perder a componente humana, ao avaliar talento ou competências, procurando o maior equilíbrio possível entre os dois.

A consultora de RH, Michael Page, refere: “Os recrutadores e os gestores de recursos humanos têm de centrar a sua atenção na inteligência situacional e emocional, em pessoas com um elevado quociente de aprendizagem e pensamento crítico.”

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Júlia Rocha

Gestora e criadora de conteúdos para marcas, com paixão por grandes histórias. Nunca sai de casa sem papel e caneta, e adora longas viagens.

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